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O Chama o Síndico, que arrasta mais de 100 mil pessoas em seu cortejo no carnaval de Belo Horizonte, fará show de lançamento de seu disco de estreia na Virada Cultural. “Um dia eu chego lá” – em homenagem ao Tim Maia, teve participação do BNegão – um dos maiores nomes do hip hop nacional – e está previsto para divulgação nas plataformas digitais no dia 19 de julho. O show, no dia 20 de julho, contará ainda com alguns sucessos do outro homenageado do grupo, Jorge Ben Jor.

A apresentação na Virada terá participação especial da cantora e compositora Fernanda Abreu, precursora feminina do funk, dos samplers na música brasileira e do movimento pop no Brasil na década de 80. No auge do rock, ela se lançou como cantora de pop com referências do do rap, funk e disco music, se consolidando com os hits “Rio 40 graus” e posteriormente “Katia Flávia”. Integrante da banda Blitz, de Evandro Mesquita, deixou o grupo para seguir carreira solo, fazendo bem-sucedida síntese entre sambalanço, disco music, rap, funk e funk carioca. O show contará ainda com a participação dos rappers Matéria Prima e Kainná Tawá.

Consolidação

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O lançamento do primeiro CD do Chama o Síndico reflete o atual contexto de consolidação artística dos blocos carnavalescos. O carnaval de Belo Horizonte vem se fortalecendo ano a ano e estimulando a profissionalização dos blocos. Prova disso é que eles têm lançado carreiras, com músicas autorais, para além período do carnaval. A Orquesta Atípica de Lhamas lançou e Juventude Bronzeada têm discos lançados e são exemplos dessa tendência.

Sobre a Virada Cultural

A Virada será realizada durante 24 horas nos dias 20 e 21 de julho, com uma ocupação artística e cultural no hipercentro de Belo Horizonte. Ao todo, serão cerca de 400 atrações gratuitas – 136 selecionadas pelo edital – que devem atrair cerca de 500 mil pessoas em um circuito formado por seis áreas principais no centro da capital, além de espaços culturais parceiros, em uma experiência intensa de compartilhamento e ocupação do hipercentro, atrelada ao convívio com diferentes culturas, estilos, credos e tribos. O evento é uma realização da Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura, e do Instituto Periférico.