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Depois de 26 horas intensas com mais de 440 atrações, chega ao fim a Virada Cultural de Belo Horizonte 2019. Estima-se que 520 mil pessoas passaram pelos 25 espaços do evento, todos localizados no hipercentro da capital. “Os belo-horizontinos sabem e gostam de fazer festa! Todo mundo em sintonia, público, artistas, servidores públicos em trabalho. Vários palcos, performances, o povo na rua. Belo Horizonte está de parabéns! A Virada soma-se ao Carnaval e ao Arraial de Belo Horizonte criando um ambiente favorável para a experiência e vivência cultural da cidade. Senti a cidade feliz naquelas horas da Virada”, destacou o secretário municipal de Cultura, Juca Ferreira, reforçando que o evento é feito não só pelos artistas, mas por todas as pessoas e instituições que trabalharam para o seu sucesso.

 

Praça da estação durante a Virada Cultural 2019 - Foto: Leo Lara

Praça da Estação durante a Virada Cultural 2019 – Foto: Leo Lara

 

A concepção de espaços e estruturas e toda a programação levaram em conta a circulação das pessoas pelas ruas do Hipercentro. Ver um show em um dos palcos da avenida Afonso Pena, dançar na avenida Amazonas, assistir a um espetáculo de dança na rua da Bahia, uma sessão de cinema no Parque Municipal ou aprender a andar de bicicleta no Viaduto de Santa Tereza, tudo era experiência. Entre um palco e outro, o público cruzou com inúmeras intervenções de teatro, música, artes visuais, além de instalações audiovisuais, opções de gastronomia, moda e design.
Áreas de descanso também eram um convite à contemplação e à ocupação saudável do espaço público. “A realização de uma ampla programação, totalmente gratuita, no centro de Belo Horizonte, trazendo diferentes perfis de público, mostra a pluralidade da Virada Cultural e vem ao encontro de uma política pública de democratização e de acesso à cultura na capital. A grande adesão do público e a forma festiva e harmoniosa desta edição reiteram a vocação do evento, que é proporcionar uma nova experiência de fruição e vivência da cidade”, afirma a presidente da Fundação Municipal de Cultura, Fabíola Moulin.

 

O Instituto Periférico, um dos realizadores da Virada Cultural de Belo Horizonte, escolhido por meio de um chamamento público, foi responsável por toda a produção. Trabalharam na operação 2,4 mil profissionais, além de quase 3,1 mil artistas. “Estamos há meses trabalhando arduamente, com uma equipe incrível. Chegamos ao fim do evento extremamente felizes, com a certeza de que entregamos shows e intervenções com qualidade e diversidade”, destaca Gabriela Santoro, presidente do Instituto Periférico.

 

Na Virada Cultural de Belo Horizonte foram investidos, ao todo, R$ 2,5 milhões, sendo 92% recursos da Prefeitura de Belo Horizonte e 8% via parceiros privados.

 

Grandes momentos

Pontos altos da programação, a cantora Daniela Mercury e o rapper Djonga literalmente lotaram a praça. Daniela levou mais de 20 mil pessoas ao palco da Praça da Estação, na madrugada de sábado para domingo. Em um show que durou mais de duas horas, ela cantou seus maiores sucessos e contou com a participação da mineira Aline Calixto. Como anfitriã, Aline fez um pedido para que Daniela participe do Carnaval de BH, em 2020.

 

Enquanto a música baiana contagiava, 3 mil pessoas curtiam o som acústico de Moraes Moreira, incluindo “Chega de Saudade”, em homenagem a João Gilberto, no Parque Municipal, e outras 5 mil curtiam o palco Guaicurus com Xenia França.

 

Na programação de domingo, o Palco Estação recebeu o Lá da Favelinha, o Baile da Serra e o ÀTTOOXXÁ, e, em sequência, com encerramento do fenômeno cultural mineiro Djonga, um dos principais nomes da música nacional do momento, que levou uma multidão à praça – 40 mil pessoas que dançaram ao som de rap e trap. Destaques essenciais ainda para Chama o Síndico, com a participação de Fernanda Abreu; o encontro inédito de Marcelo Veronez com Odair José; Elis MC e a dupla Daniel Reis e Rafael.

 

Já na rua da Bahia, olhos voltados para o alto no sábado à noite e também no domingo pela manhã e à tarde para acompanhar as acrobacias do espetáculo de dança suspensa Flying Colors, da Cia Base, que se apresentou no Edifício Satélite. Os coqueiros da avenida Amazonas, quase esquina com rua da Bahia, permaneceram cheios até a madrugada de domingo com os shows do Circuito de Samba da Amazonas.

 

No Parque Municipal, projeções digitais videográficas e fotográficas da artista paraense Roberta Carvalho ocuparam a copa das árvores e encantaram o público. No Palco Coreto, a vez foi da literatura, com o Slam Clube da Luta. Na Afonso Pena, a Feira Hippie se integrou à programação, além de exposições de trabalhos manuais no Espaço BH Criativa. Também por lá, o Palco Acaiaca Rock agradou tanto que todas as 19 apresentações tiveram grandes plateias, incluindo as da madrugada.
No Viaduto de Santa Tereza, a iluminação cenográfica dos arcos deixou ainda mais encantadoras as imagens da exposição de fotografia Projeto Moradores – A Humanidade do Patrimônio, etapa Lagoinha. Outros dez prédios e monumentos do Hipercentro ganharam iluminação cênica especial durante a Virada, incluindo os arcos do Viaduto de Santa Tereza, o Museu de Artes e Ofícios e o Pirulito da Praça Sete.
No Palco Viaduto, o rapper Roger Deff e o hip-hop da cantora e compositora Ohana lotaram a parte de baixo do Viaduto de Santa Tereza, tradicional espaço dos duelos de MCs. O Parque Municipal recebeu parte da programação infantil no domingo, como Sílvia Negrão, Berenice e Soriano, Ana Cristina, Ana Laura e Brisa Marques, Jhê Delacroix. Chamada Viradinha, essa programação foi uma das novidades da edição 2019 e contou com brincadeiras, dança, teatro e literatura, além de muita música, com destaque para a Elis MC, de apenas 7 anos, que já ganhou a internet com músicas e danças que incentivam o empoderamento.

 

Também no domingo, muita adrenalina na avenida Assis Chateaubriand, onde carrinhos de rolimã desciam continuamente numa disputa de velocidade, acrobacia e até visual. Pilotando, gente literalmente de todas as idades: crianças, jovens e uma galera radical da melhor idade. Para os pets que estiveram na Virada, dicas de cuidados, alimentação e adestramento em cima do Viaduto de Santa Tereza. A manhã do domingo contou ainda com a performance da consagrada atriz mineira Teuda Bara, que levou para a rua dos Guaicurus a apresentação “Se a vida tiver limões”.

 

 

A Virada em Números

– 26 horas de programação

– 25 espaços do Hipercentro

– 520 mil pessoas participantes

– 446 atrações

– 3.076 artistas

– 50 empresas contratadas para a produção – todas locais

– Mais de 2,4 mil profissionais atuando na produção e operação

– Mais de 100 toneladas de equipamentos

– R$ 2,5 milhões de investimento na realização do evento

– Mais de 2,5 milhões de pessoas impactadas nas redes sociais

 

 

A Virada Cultural de Belo Horizonte 2019 é uma realização da Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura, e do Instituto Periférico. O evento contou com a colaboração de diversas secretarias e órgãos do município, como Segurança e Prevenção, Guarda Municipal, BHTrans, Assistência Social, Segurança Alimentar e Cidadania, Política Urbana, Saúde, Belotur, SLU, além da Polícia Militar do Estado de Minas Gerais. O Instituto Unimed-BH, Sesc, Uni-BH, Newton, Cedro Têxtil, Clubenerd, Cotemig e On também colaboraram com o evento que contou ainda com a parceria da Uber e o apoio da Coca-Cola e do P7 Criativo.